8 de jul de 2008

Oração de um Reikiano



Deus, meu Deus.

Ofereço minhas mãos para que a luz se faça e dissipe a escuridão, para que minha vida retorne à plenitude na obra eterna do amor.

Ofereço minha humildade reconhecendo que sou parte entre a fonte inesgotável e o ser que reivindica o direito de reconectar com a força universal.

Ofereço meu silêncio em respeito a todos os sons que atuam no ato de harmonização e faço uso da palavra, sempre que se abre para dignificar a sublime missão de reconstruir…

Deus, meu Deus, fortalecei meus propósitos e minhas certezas de trilhar esse caminho distribuindo a alegria de meu sol interno, vivenciando a cada novo dia o prazer de vivenciar os 5 princípios do homem feliz e saber que hoje é a porta de entrada para todos os tempos.

1 Não sinta raiva e não fique zangado.

2 Abandone suas preocupações.

3 Seja grato às bênçãos que recebe.

4 Ganha teu pão diário honestamente.

5 Mostre gratidão para com todos
os seres vivos.




19 de jun de 2008

Deus! Deus! Deus!










Das profundezas do sono,

ao subir a escada em espiral do despertar, 

murmuro:

Deus! Deus! Deus!




És o alimento, e ao romper o jejum

da separação noturna entre nós,

sinto o Teu sabor e digo mentalmente:

Deus! Deus! Deus!




Não importa onde eu vá,

o farol de minha mente

sempre se volta sobre ti,

e no fragor da batalha da atividade

meu silencioso grito de guerra é sempre:

Deus! Deus! Deus!




Se ruidosas tormentas de provas gritam 

e a inquietação uiva junto a mim,

abafo seus ruídos cantando em voz alta:

Deus! Deus! Deus!




Quando a mente tece sonhos 

com os fios da memória,

nesse tecido mágico faço estampar:

Deus! Deus! Deus!




Todas as noites, quando o sono 

é mais profundo,

minha paz em sonhos chama: 

Alegria! Alegria! Alegria!

E a alegria vem cantando sempre:

Deus! Deus! Deus!




Despertando, comendo, trabalhando,

sonhando, dormindo,

Servindo, meditando, cantando,

amando divinamente, 

minha alma sussurra o tempo todo, 

sem que ninguém ouça:

Deus! Deus! Deus!



Paramahansa Yogananda

11 de mai de 2008

Flor de Lótus



A flor-de-lótus (Nelumbo nucifera), também conhecida como lótus-egípcio, lótus-sagrado e lótus-da-índia, é uma planta da família das ninfáceas (mesma família da vitória-régia) nativa do sudeste da Ásia (Japão, Filipinas e Índia, principalmente).






Olhada com respeito e veneração pelos povos orientais, ela é freqüentemente associada a Buda, por representar a pureza emergindo imaculada de águas lodosas. No Japão, por exemplo, esta flor é tão admirada que, quando chega a primavera, o povo costuma ir aos lagos para ver o botão se transformando em flor.




Lótus é o símbolo da expansão espiritual, do sagrado, do puro. 
A lenda budista nos relata que quando Siddhartha, que mais tarde se tornaria o Buda, tocou o solo e fez seus primeiros sete passos, sete flores de lótus cresceram. Assim, cada passo do Bodhisattva é um ato de expansão espiritual. Os Budas em meditação são representados sentados sobre flores de lótus, e a expansão da visão espiritual na meditação (dhyana) está simbolizada pelas flores de lótus completamente abertas, cujos centros e pétalas suportam imagens, atributos ou mantras de vários Budas e Boddhisattvas, de acordo com sua posição relativa e relação mútua. 


Do mesmo modo, os centros da consciência no corpo humano (chacras) estão representados como flores de lótus, cujas cores correspondem ao seu caráter individual, enquanto o número de suas pétalas corresponde às suas funções. 


O significado original deste simbolismo pode ser visto pela semelhança seguinte: Tal como a flor do lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo sua flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades (pétalas) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência Iluminada (bidhicitta), a incomparável jóia (mani) na flor de lótus (padma). 


Assim, o arahant (santo) cresce além deste mundo e o ultrapassa. Apesar de suas raízes estarem na profundidade sombria deste mundo, sua cabeça está erguida na totalidade da luz. Ele é a síntese viva do mais profundo e do mais elevado, da escuridão e da luz, do material e do imaterial, das limitações da individualidade e da universalidade ilimitada, do formado e do sem forma, do Samsara e do Nirvana. 


Se o impulso para a luz não estivesse adormecido na semente profundamente escondida na escuridão da terra, o lótus não poderia se voltar em direção à luz. Se o impulso para uma maior consciência e conhecimento não estivesse adormecido mesmo no estado da mais profunda ignorância, nem mesmo num estado de completa inconsciência um Iluminado nunca poderia se erguer da escuridão do Samsara. 

22 de mar de 2008

O poder da Meditação




A meditação é um modo de nos fixar em nós mesmos, no mais profundo centro de nosso ser. Uma vez que você encontrou o centro de sua existência, você terá encontrado tanto suas raízes quanto suas asas.

As raízes estão na existência, tornando você um ser humano mais integrado, um indivíduo. E as asas estão na fragrância que é liberada por estar em contato com a existência. A fragrância consiste de liberdade, amor, compaixão, autenticidade, sinceridade, um senso de humor, e um tremendo sentimento de alegria.

As raízes tornam você um indivíduo e as asas dão a você a liberdade do amor, para ser criativo, para compartilhar incondicionalmente a alegria que você encontrou. As raízes e as asas chegam juntas. Elas são dois lados de uma experiência e esta experiência é achar o centro de seu ser.

Estamos continuamente nos movendo na circunferência, sempre em algum lugar bem distante de nosso próprio ser , sempre direcionados para os outros. Quando tudo isso é abandonado, quando todos os objetos são abandonados, quando você fecha seus olhos para tudo que não é você; até mesmo sua mente, as batidas de seu coração são deixadas para trás; apenas um silêncio permanece.

Nesse silêncio você lentamente se assentará no centro de seu ser e então as raízes crescerão por si mesmas e as asas também. Você não precisa se preocupar com elas. Você não pode fazer nada com elas. Elas chegam por si mesmas.

Você apenas preenche uma condição, que é: estar em casa; e toda a existência se torna uma alegria para você, uma bênção.




Osho, em "The Osho Upanishad"
Fonte: Osho.com
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