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6 de jan. de 2012

O Desapego "Osho"



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“Todas as nossas misérias e sofrimentos não são nada mais do que apego. Toda a nossa ignorância e escuridão é uma estranha combinação de mil e um apegos. Nós estamos apegados a coisas que serão levadas no momento da morte, ou mesmo, talvez, antes. Você pode estar muito apegado a dinheiro, mas você pode ir à bancarrota amanhã. Você pode estar muito apegado a seu poder e posição, mas eles são como bolhas de sabão. Hoje eles estão aqui; amanhã eles não deixarão nem um traço. (…)

Todas as nossas posições, todos os nossos poderes, nosso dinheiro, nosso prestígio, respeitabilidade são todos bolhas de sabão. Não fique apegado a bolhas de sabão; senão, você estará em contínua miséria e agonia. Essas bolhas de sabão não se importam por você estar apegado a elas. Elas continuam estourando e desaparecendo no ar e deixando-o para trás com o coração ferido, com um fracasso, com uma profunda destruição de seu ego. Elas o deixam triste, amargo, irritado, frustrado. Elas transformam sua vida num inferno.

Compreender que a vida é feita da mesma matéria que os sonhos é a essência do caminho.

Desapegue-se: viva no mundo, mas não seja do mundo. Viva no mundo, mas não permita que o mundo viva dentro de você. Lembre-se que ele é um belo sonho, porque tudo está mudando e desaparecendo.

Não se agarre a nada. Agarrar-se é a causa de sermos inconscientes.

Se você começar a se desprender, uma tremenda liberação de energia acontecerá dentro de você.

A energia que estava envolvida no apego às coisas trará um novo amanhecer ao seu ser, uma nova luz, uma nova compreensão, um tremendo descarregar – nenhuma possibilidade para a miséria, a agonia, a angustia.

Ao contrário, quando todas essas coisas desaparecem, você se encontra sereno, calmo e tranqüilo, numa alegria sutil. Haverá um riso no seu ser. (…)

Se você se tornar desapegado, você será capaz de ver como as pessoas estão apegadas a coisas triviais, e quanto elas estão sofrendo por isso. E você rirá de si mesmo, porque você também estava no mesmo barco antes. O desapego é certamente a essência do caminho.”



1 de jan. de 2012

Tempo...




TEMPO. . .
Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança
fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano
se cansar e entregar os pontos.

Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez
com outro número e outra vontade de acreditar
que daqui para adiante vai ser diferente.

Para você,
Desejo o sonho realizado.
O amor esperado.
A esperança renovada.

Para você,
Desejo todas as cores desta vida.
Todas as alegrias que puder sorrir.
Todas as músicas que puder emocionar.

Para você neste novo ano,
Desejo que os amigos sejam mais cúmplices,
Que sua família esteja mais unida,
Que sua vida seja mais bem vivida.

Gostaria de lhe desejar tantas coisas.
Mas nada seria suficiente.

Então, desejo apenas que você tenha muitos desejos.
Desejos grandes e que eles possam te mover a cada minuto,
ao rumo da sua FELICIDADE!!!

(Carlos Drummond de Andrade).

17 de dez. de 2011

Porque precisamos de amor e atenção? "Osho"

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Lembre-se, atenção é uma necessidade psicológica. Isso precisa ser entendido. Por que as pessoas precisam de tanta atenção? Por que, em primeiro lugar, todos querem que os outros prestem atenção neles? Por que todos querem ser especiais? Alguma coisa está faltando dentro deles. Você não sabe quem você é. Você conhece a si próprio apenas através do reconhecimento de outros. Você não tem nenhum acesso direto a si mesmo. Você vai pelos outros.
Se alguém diz que você é bom, você se sente bom; se alguém diz que você não é bom, você se sente muito, muito deprimido – então você não é bom! Se alguém diz que você é bonito, você fica feliz; se alguém diz que você é desagradável, você se torna infeliz. Você não sabe quem você é. Você simplesmente vive a partir de opiniões de outros, você segue colecionando opiniões. Você não tem nenhum reconhecimento – direto, imediato – do seu ser. Eis por que você pega um “eu” emprestado. Daí o seu anseio por de atenção.
E quando as pessoas estão atentas a você, você sente como se estivesse sendo amado, porque quando em amor, nós damos atenção um ao outro.
O amor é atencioso – e todo mundo tem sentido falta de amor. Raríssimas pessoas alcançaram a experiência do amor, porque amor é presença espiritual. Milhões de pessoas vivem sem amor porque milhões de pessoas vivem sem espiritualidade. Esqueceram do amor. Como substituir essa lacuna? O substituto mais fácil é angariar atenção de pessoas. Isso irá enganar você, irá te trapacear, dando a impressão de que eles te amam.
Buda é amor absoluto. Ele amou a existência e a existência o amou. Isso é o samadhi: quando você está em relacionamento “orgásmico” com o “todo”. Buda conheceu o “orgasmo pleno” – o orgasmo que não é do corpo e também não é da mente, mas da totalidade; não parcial. Ele veio a conhecer este êxtase.  Nesse estado, não há necessidade de pedir nenhuma atenção, de ninguém.
 .
Osho
The Diamond Sutra

26 de out. de 2011

Sorria por Benedicto Ferri de Barros






“Se alguém lhe sorri, sorria.
Acene, se alguém lhe acena.
Escute, se alguém lhe fala.
Se alguém lhe fala, responda.
Não deixe cartas em branco.
Responda os telefonemas.
Atenda a quem bate à porta.
Receba quem o procura.
Que o mundo que o rodeia penetre seu coração;
Que as flores lhe digam coisas,
As aves em si confiem,
Que as crianças o busquem,
E que cada homem o veja
Como se vê um irmão
E tanto amor se irradie
A sua volta e de volta
Inunde seu coração
Que cada um de seus dias,
Como se fosse este dia,
Reconstitua a alegria
Do dia da criação.
(Benedicto Ferri de Barros)

24 de out. de 2011

As 4 leis do universo




Boa tarde, meus queridos seguidores,  li no Facebook as 4 leis, que achei legal compartilhar com vocês.


1ª Lei: “A pessoa que vem é a pessoa certa”.


Significa que ninguém está em nossa vida por acaso. Todas as pessoas ao nosso redor estão interagindo conosco. Há sempre algo que nos faz aprender e avançar em cada situação.


2ª Lei: “Aconteceu a única coisa que poderia ter acontecido”.


Nada, nada, absolutamente nada do que acontece em nossas vidas poderia ter
sido de outra forma. Mesmo o menor detalhe. Não há nenhum “se eu tivesse feito tal coisa…, talvez não teria acontecido se eu…”. O que aconteceu foi tudo o que poderia ter acontecido, e foi para aprendermos alguma lição e seguirmos em frente. Todas e cada uma das situações que acontecem em nossas vidas são perfeitas.


3ª Lei: “Toda vez que você iniciar é o momento certo”.

Tudo começa na hora certa: nem antes, nem depois. Quando estamos prontos para iniciar algo novo em nossas vidas, é o momento em que as coisas acontecem.


4ª Lei: “Quando algo termina, acaba realmente”.

Simplesmente assim. Se algo acabou em nossas vidas foi para a nossa evolução, por isso, é melhor seguirmos em frente e nos enriquecermos com cada experiência.



20 de out. de 2011

Samadhi






POEMAS DE PARAMAHANSA YOGANANDA

Levantados os véus de luz e sombra,
Evaporada toda a bruma de tristeza,
Singrado para longe todo o amanhecer de alegria transitória,
Desvanecida a turva miragem dos sentidos.

Amor, ódio, saúde, doença, vida, morte:
Extinguiram-se estas sombras falsas na tela da dualidade.

A tempestade de maya serenou
Com a varinha mágica da intuição profunda.

Presente, passado, futuro, já não existem para mim,
Somente o Eu sempiterno, onifluente, Eu, em toda parte.

Planetas, estrelas, poeira de constelações, terra,
Erupções vulcânicas de cataclismos do juízo final,
A fornalha modeladora da criação,
Geleiras de silenciosos raios X, dilúvios de elétrons ardentes,
Pensamentos de todos os homens, pretéritos, presentes, Futuros,
Toda folhinha de grama, eu mesmo, a humanidade,
Cada partícula da poeira universal,
Raiva, ambição, bem, mal, salvação, luxúria,
Tudo assimilei, tudo transmutei
No vasto oceano de sangue de meu próprio Ser indiviso.

Júbilo em brasa, freqüentemente abanado pela meditação,
Cegando meus olhos marejados,
Explodiu em labaredas imortais de bem-aventurança,
Consumiu minhas lágrimas, meus limites, meu todo.

Tu és Eu, Eu sou Tu,
O Conhecer, o Conhecedor, o Conhecido, unificados!

Palpitação tranqüila, ininterrupta, paz sempre nova,
Eternamente viva.

Deleite transcendente a todas as expectativas da imaginação,
Beatitude do samadhi!

Nem estado inconsciente,
Nem clorofórmio mental sem regresso voluntário,
Samadhi amplia meu reino consciente
Para além dos limites de minha moldura mortal
Até a mais longínqua fronteira da eternidade,
Onde Eu, o Mar Cósmico,
Observo o pequeno ego flutuando em Mim.

Ouvem-se, dos átomos, murmúrios móveis;
A terra escura, montanhas, vales são líquidos em fusão!

Mares fluidos convertem-se em vapores de nebulosas!

Om sopra sobre os vapores, descortinando prodígios.

Mais além,
Oceanos desdobram-se revelados, elétrons cintilantes,
Até que ao último som do tambor cósmico,
Transfundem-se as luzes mais densas em raios eternos
De bem-aventurança que em tudo se infiltra.

Da alegria eu vim, para a alegria eu vivo, na sagrada alegria,
Dissolvo-me.

Oceano da mente; bebo todas as ondas da criação.

Os quatro véus do sólido, líquido, gasoso, e luminoso,
Levantados.

Eu, em tudo, penetro no Grande Eu.

Extintas para sempre as vacilantes, tremeluzentes sombras,
Das lembranças mortais:
Imaculado é meu céu mental – abaixo, à frente e bem acima;
Eternidade e Eu, um só raio unido.

Pequenina bolha de riso, eu,


Converti-me no próprio Mar da Alegria.
Copyright© Self Realization Fellowship. All Rights Reserved. Paramahansa Yogananda - (Portuguese)


14 de out. de 2011

Mensagem do dia: Encontre-se






Encontre-se



Quando estiver perdido em seu próprio eu, pare e se encontre, medite, pois toda reposta está dentro da luz que existe em você.

A luz eterna da grande sabedoria está dentro de seu interior e nela repousa toda resposta às suas fraquezas.

Meditar é conduzir a mente ao Samadi eterno da sabedoria interior.



12 de out. de 2011

Adaptar-se aos demais...






Por Swami Dayananda Saraswati 

Vedanta é o ensino da realidade de si mesmo. Se apresenta na forma de uma inquirição através da qual se descobre o verdadeiro significado da palavra Eu, o Ser que permanece inalterado desde a infância à juventude e à velhice. Ela nos leva a descobrir que o Ser invariável é livre de qualquer forma de limitação.

Para reconhecer e possuir esta totalidade requer-se uma mente preparada. Para alguém com uma mente despreparada, Vedanta é como o cálculo avançado quando a pessoa ainda está aprendendo matemática básica. No Vedanta a mente preparada é aquela que tem, na medida relativa, o que se procura descobrir no sentido absoluto.

Se o Ser é contentamento absoluto, então a mente do candidato deve ser relativamente conteúdo. Se o eu é amor absoluto, então o buscador deve ser uma pessoa relativamente amorosa, uma pessoa que aceita alegremente as pessoas e as coisas como elas são.

Ganhar essa mente implica o reconhecimento da importância e a compreensão de certos valores e atitudes. Por exemplo, adaptar-se, acomodar-se aos outros é um desses valores. Na verdade, a raiva é devido à falta de se adaptar, acomodar-se.

Se você esperar que o mundo se conforme ao seu gosto, então é a sua própria expectativa que traz a raiva de você. A adaptação ou acomodação é um entendimento de que a outra pessoa se comporta como ele ou ela faz porque a pessoa não pode agir contrariamente a sua experiência.

Você não tem direito de esperar algo diferente de alguém apenas para que se adapte às suas necessidades.

Se você acha que tem o direito de pedir a alguém para mudar, então essa pessoa também tem o direito de lhe pedir para deixá-la viver como ele ou ela quer.

Na verdade, apenas adaptando-se, acomodando-se aos outros, permitindo-lhes ser o que eles são, você ganha uma relativa liberdade no seu dia-a-dia.

De muitas maneiras, todos interferem na vida de todo mundo. Todo mundo cria um efeito global por seus atos. Normalmente nós apenas olhamos para as coisas sob uma pequena perspectiva e encontramos a pessoa que estamos com uma grande raiva iminente antes de nós.

Em verdade, nunca estamos livres da influência de alguém ou de todas as forças no universo; nem podemos executar uma ação sem afetar todos os outros. Mesmo as nossas declarações afetam os outros. Portanto, nossa liberdade deve incluir o fato de que estamos todos interligados.

Mesmo o Swami não é livre. Um casal passou por mim quando estava em um zoológico e o homem comentou com sua parceira, "Olhe para esse aí." eu era o único com essa roupa estranha para ser olhado. Muitas vezes as pessoas fazem tais comentários.

Eu tento não perturbar as pessoas, mas parece que as minhas roupas, as vestes tradicionais de um renunciante, causam uma leve perturbação. Eu decidi e isso vai sem dúvida afetar outros. Se eu me sinto perturbado pelos comentários dos outros, então eu ganho tão somente a liberdade que eles me concedem.
No entanto, se eu inverter o processo, se eu der a liberdade aos outros para serem o que são, nessa medida, estou livre. Então, eu não discuto com eles. Minha liberdade é a liberdade que eu dou a eles para terem a sua opinião sobre mim, o que é diferente do fato. Assim, há benefícios sobre as pessoas se adaptarem, se acomodarem como elas são.

Se alguém faz um comentário sobre você, permita que o faça. Se o comentário não for verdadeiro, você geralmente tenta justificar suas ações e prova que ele estava errado. Se você é objetivo, você vai tentar ver se existe qualquer validade na crítica dele sobre você. Se ele o colocou para baixo para a sua própria segurança, lhe dê essa liberdade e então você está livre.

Qual aperto você pode fazer a um parafuso quando a rosca não estão lá? O mundo pode perturbá-lo apenas na medida em que você permitir que o mundo o perturbe. Você não permite que o mundo o perturbe se você der ao mundo a liberdade de fazer o que quer dentro da regra da sociedade. Ao mudar-se totalmente desta forma você ganha, de acordo com seu valor para se adaptar, acomodar-se, ao contentamento e a liberdade de uma forma relativa permanente.

Praticar essa adaptação, essa acomodação permite que você chegue a um acordo consigo mesmo, psicologicamente, com você mesmo como uma personalidade. Isso é o que chamamos de yoga sadhana. Olhar para trás para as situações, as pessoas e eventos que o perturbaram em sua vida.

Eles não são meras memórias, mas restos de reações e a reação não é algo que você faz conscientemente. Você não pode conscientemente ficar com raiva, porque a raiva não é uma ação, mas uma reação que ocorre com algo sobre o qual você não tem controle.

As reações criam um grande impacto em você e se tornam parte de sua psique. Elas são aspectos da personalidade de uma pessoa. Na verdade, elas são falsas, nascidas de uma falta de atenção da sua parte.

A lembrança em si não é desagradável. Os aborrecimentos estão em sua mente devido às reações e emoções persistentes, as quais se tornaram reais.

Portanto, lembre-se dessas pessoas e momentos que lhes causaram dor; pois talvez, você carregue a culpa por causa de alguma mágoa que causou ao outro. Ao sentar-se para a meditação recorde-se de todos eles e os deixe ser como eles são. Com paciência você se livra de todos os resíduos das reações.

Quando você olha para o céu azul e as estrelas ou os pássaros e as montanhas, você não tem queixas sobre eles e você está feliz. Você vê as pedras no leito do rio, elas não fizeram nada para agradá-lo. No entanto, você está feliz, porque você as aceita como elas são, e, portanto, você está satisfeito.

O rio flui do seu próprio jeito, não o incomoda, você não espera que a sua plenitude seja maior ou que flua para uma direção diferente. Na verdade, você procura os lugares naturais, porque eles não invocam a pessoa descontente, a raiva, a pessoa difícil de lidar que você parece ser.

Eles não disparam os sentimentos exigentes em você. Você é um com a situação, auto-complacente, sem a necessidade de o mundo fazer nada para agradá-lo.

Assim, você é uma pessoa satisfeita com referência a algumas coisas. E isso é o calço que você tem que criar em si mesmo. Quando você vai para as montanhas, as montanhas não fazem nada para agradar você, mas você acha que está agradando a si mesmo.

Veja o quanto satisfeito você pode ser e traga essa pessoa satisfeita para sustentar todas as situações e as pessoas que o tinham desagradado e a quem você tinha contrariado num momento ou outro. Em seguida, olhe para si mesmo como se olhasse para a natureza.

Aceite os outros como você aceita as estrelas. Ore por uma mudança; se você acha que você ou eles precisam mudar, faça o que puder para promover a mudança; mas, aceite os outros em primeiro lugar.

Somente desta forma você pode realmente mudar. Aceite os outros totalmente e você está livre, então você descobre o amor, que é você mesmo.

Om tat sat!



12 de ago. de 2011

Oito versos quer transformam a mente


 



Vou agora ler e explicar brevemente um dos mais importantes textos sobre a transformação da mente, Lojong Tsigyema (Oito Versos que Transformam a Mente). Este texto foi composto por Geshe Langri Tangba, um bodisatva bastante incomum. Eu próprio o leio todos os dias, tendo recebido a transmissão do comentário de Kyabje Trijang Rinpoche.


1. Com a determinação de alcançar. O bem supremo em benefício de todos os seres sencientes, Mais preciosos do que uma jóia mágica que realiza desejos, Vou aprender a prezá-los e estimá-los no mais alto grau.
Aqui, estamos pedindo: "Possa eu ser capaz de enxergar os seres como uma jóia preciosa, já que são o objeto por conta do qual poderei alcançar a onisciência; portanto, possa eu ser capaz de prezá-los e estimá-los."


2. Sempre que estiver na companhia de outras pessoas, vou aprender. A pensar em minha pessoa como a mais insignificante dentre elas, E, com todo respeito, considerá-las supremas, Do fundo do meu coração.
"Com todo respeito considerá-las supremas" significa não as ver como um objeto de pena, o qual olhamos de cima, mas, sim, as ver como um objeto elevado. Tomemos, por exemplo, os insetos: eles são inferiores a nós porque desconhecem as coisas certas a serem adotadas ou descartadas, ao passo que nós conhecemos essas coisas, já que percebemos a natureza destrutiva das emoções negativas. Embora seja essa a situação, podemos também enxergar os fatos de um outro ponto de vista. Apesar de termos consciência da natureza destrutiva das emoções negativas, deixamo-nos ficar sob a influência delas e, nesse sentido, somos inferiores aos insetos.


3. Em todos os meus atos, vou aprender a examinar a minha mente. E, sempre que surgir uma emoção negativa, Pondo em risco a mim mesmo e aos outros, Vou, com firmeza, enfrentá-la e evitá-la.
Quando nos propomos uma prática desse tipo, a única coisa que constitui obstáculo são as negatividades presentes no nosso fluxo mental; já espíritos e outros que tais não representam obstáculo algum. Assim, não devemos ter uma atitude de preguiça e passividade diante do inimigo interno; antes, devemos ser alertas e ativos, contrapondo-nos às negatividades de imediato.


4. Vou prezar os seres que têm natureza perversa. E aqueles sobre os quais pesam fortes negatividades e sofrimentos. Como se eu tivesse encontrado um tesouro precioso, Muito difícil de achar.
Essas linhas enfatizam a transformação dos nossos pensamentos em relação aos seres sencientes que carregam fortes negatividades. De modo geral, é mais difícil termos compaixão por pessoas afligidas pelo sofrimento e coisas assim, quando sua natureza e personalidade são muito perversas. Na verdade, essas pessoas deveriam ser vistas como objeto supremo da nossa compaixão. Nossa atitude, quando nos deparamos com gente assim, deveria ser a de quem encontrou um tesouro.


5. Quando os outros, por inveja, maltratarem a minha pessoa. Ou a insultarem e caluniarem. Vou aprender a aceitar a derrota, E a eles oferecer a vitória.
Falando de modo geral, sempre que os outros, injustificadamente, fazem algo de errado em relação à nossa pessoa, é lícito retaliar, dentro de uma ótica mundana. Porém, o praticante das técnicas da transformação da mente devem sempre oferecer a vitória aos outros.


6. Quando alguém a quem ajudei com grande esperança. Magoar ou ferir a minha pessoa, mesmo sem motivo. Vou aprender a ver essa outra pessoa Como um excelente guia espiritual.
Normalmente, esperamos que os seres sencientes a quem muito auxiliamos retribuam a nossa bondade; é essa a nossa expectativa. Ao contrário, porém, deveríamos pensar: "Se essa pessoa me fere em vez de retribuir a minha bondade, possa eu não retaliar mas, sim, refletir sobre a bondade dela e ser capaz de vê-la como um guia especial."


7. Em suma, vou aprender a oferecer a todos, sem exceção. Toda a ajuda e felicidade, por meios diretos e indiretos. E a tomar sobre mim, em sigilo. Todos os males e sofrimentos daqueles que foram minhas mães.
O verso diz: "Em suma, possa eu ser capaz de oferecer todas as qualidades boas que possuo a todos os seres sencientes," — essa é a prática da generosidade — e ainda: "Possa eu ser capaz, em sigilo, de tomar sobre mim todos os males e sofrimentos deles, nesta vida e em vidas futuras." Essas palavras estão ligadas ao processo da inspiração e expiração.


Até aqui, os versos trataram da prática no nível da bodhicitta convencional. As técnicas para cultivo da bodhicitta convencional não devem ser influenciadas por atitudes como: "Se eu fizer a prática do dar e receber, terei melhor saúde, e coisas assim", pois elas denotam a influência de considerações mundanas. Nossa atitude não deve ser: "Se eu fizer uma prática assim, as pessoas vão me respeitar e me considerar um bom praticante." Em suma, nossa prática destas técnicas não deve ser influenciada por nenhuma motivação mundana.


8. Vou aprender a manter estas práticas. Isentas das máculas das oito preocupações mundanas. E, ao compreender todos os fenômenos como ilusórios. Serei libertado da escravidão do apego.
Essas linhas falam da prática da bodhicitta última. Quando falamos dos antídotos contra as oito atitudes mundanas, existem muitos níveis. O verdadeiro antídoto capaz de suplantar a influência das atitudes mundanas é a compreensão de que os fenômenos são desprovidos de natureza intrínseca. Os fenômenos, todos eles, não possuem existência própria — eles são como ilusões. Embora apareçam aos nossos olhos como dotados de existência verdadeira, não possuem nenhuma realidade. "Ao compreender sua natureza relativa, possa eu ficar livre das cadeias do apego."


Deveríamos ler Lojong Tsigyema todos os dias e, assim, incrementarmos nossa prática do ideal do bodisatva.



(Extraído de The Union Of Bliss And Emptiness.)


Autor: Dalai Lama
Fonte: http://www.dalailama.org.br/


 

22 de jul. de 2011

A necessidade de ganhar






Quando um arqueiro faz tiro ao alvo,

sem nenhum objectivo,

emprega toda a sua perícia.

Mas se o objectivo é ganhar um prémio qualquer,

nem que seja uma taça sem valor,

fica nervoso.

E se o prémio é de ouro,

então fica meio cego ou vê dois alvos:

Fica fora de si !

A sua perícia não mudou.

Mas o prémio divide-o. Preocupa-se.

Pensa mais em ganhar do que em atirar.

E a necessidade de ganhar

impede-o de usar toda a sua perícia.


Chuang Tzu

15 de jul. de 2011

Oração a Mãe Terra



Mãe nossa, 
Cujo corpo é a Terra, 
Santificado seja o teu ser. 
Floresçam os teus jardins. 
Seja feita a tua vontade, 
Assim nas cidades como na natureza.
Agradecemos a este Dia, 
O alimento, o ar e a água. 
Perdoa nossos pecados contra a Terra, 
Como nós perdoamos uns aos outros.
E não nos deixes ser extintos, 
Mas livra-nos da nossa insensatez. 
Pois tua é a beleza e o Poder, 
E toda a vida, do nascimento à morte, 
Do princípio ao fim. Amém. 




11 de jul. de 2011

O Guru


“O Guru alerta e desperta. Ele revela a verdade e o incentiva a progredir em direção a ela. A menos que você tenha o desejo, o coração que questiona, a inteligência que busca, Ele não pode fazer muito. A fome pode ser alimentada, e quem não tem fome irá descartar o alimento como uma imposição. O Guru é um jardineiro que zela pela planta; mas a muda deve ter brotado antes que Ele possa assumir o comando. Ele não acrescenta nada de novo à planta; ele apenas a ajuda a crescer de acordo com seu próprio destino, mais rápido talvez, mais plenamente, talvez, mas não contra a sua natureza interior. Ele remove a pobreza espiritual, apontando para o tesouro que está enterrado dentro de si mesmo; ele aconselha o método de recuperação de tal tesouro, a vigilância necessária para usá-lo para o melhor proveito.”
Sathya Sai Baba

10 de jul. de 2011

NORMOSE (a doença de ser normal)




"Todo mundo quer se encaixar num padrão. 
Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. 
A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. 
A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer a quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. 
Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes." 
 (Michel Schimidt - Psicoterapeuta)

7 de jul. de 2011

As sete leis espirituais do sucesso - Deepak Chopra




1ª Lei da Potencialidade Pura
As respostas para concretizar qualquer coisa na vida encontram-se em nosso interior.
Aquietar a mente e ouvir a voz do silêncio é a melhor maneira de descobri-las.
O que você pode fazer para entrar em contato com essa primeira Lei:
Duas vezes por dia, fique em silêncio e apenas seja. Comece o dia dizendo:
“Hoje não julgarei nada nem ninguém”.
Não criticar significa manter livre a comunicação com sua consciência maior. Observe a inteligência da natureza. Sentir o perfume de uma flor, abraçar uma árvore ou assistir ao pôr do sol pode ajudar a entrar em contato com todas as coisas vivas.
As ações descritas acima geram nas células memória que traz desejo de repeti-las dia após dia. Assim o hábito tende a se introduzir espontaneamente.
Deepak Chopra explica:
” A quietude por si só é o potencial da criatividade. O movimento por si só é sua expressão”.

2ª Lei da Doação
Tudo flui de maneira contínua no Universo, por isso acredite: dar e receber são atitudes exemplares para quem quer garantir a magia das trocas em uma vida abundante.
O que você pode fazer para entrar em contato com a segunda Lei:
diariamente, procure dar presentes a quem encontrar e veja a energia fluir livre, leve e solta entre os dois pontos.Não importa o quê, mas a intenção.
Pode ser uma palavra; uma oração; uma flor; um sorriso.
Com isso, incentivará a circulação de energia, trazendo abundância e riquezas para si e para o outro.
Esteja sempre aberto para receber algo que lhe deixe feliz: presentes, dinheiro, cumprimentos, orações. agradeça as belezas que a natureza proporciona, como a luz solar; as flores; o barulho do mar; o canto dos pássaros.
Ao dar e receber, faça circular as riquezas materiais e imateriais em sua vida. Em silêncio, sempre deseje felicidade e alegria a quem encontrar.
Quer alegria? Dê alegria.
Quer amor? Dê amor.
Procura atenção? Dê atenção.
“A mera idéia de dar, de abençoar, de oferecer uma simples oração tem o poder de afetar a vida dos outros”, escreve Chopra.

3ª Lei do Carma e da Causa e Efeito
Quem semeia vento colhe tempestade. Quem semeia felicidade colhe alegria. Ao escolher um ou outro caminho, você cria o futuro, que começa aqui e agora.
Coloque em ação o princípio do carma, ou da causa e efeito, com os seguintes passos:
Observe as escolhas que fará e tenha noção delas.
Diariamente e a todo momento, leve em conta que preparar para o futuro significa se conscientizar do presente. Procure sempre responder as duas perguntas:
“Quais serão as conseqüências desta opção?” e “Essa escolha trará satisfação e felicidade a mim e aos outros afetados por ela?”
Oriente-se pelas mensagens manifestadas por seu corpo, principalmente o coração. Sensações de conforto indicam a direção correta.
Para Chopra, mesmo atitudes impensadas influenciam a energia ao nosso redor e, por extensão, o futuro.

4ª Lei do Mínimo Esforço
A natureza transcorre como deve ser. Aí reside sua sabedoria.
Aceitar os momentos que a vida traz, mesmo os difíceis, é o caminho para transformá-los em benefícios. Coloque em ação o princípio do mínimo esforço com os seguintes passos:
Aceite o presente como deve ser, dizendo diariamente:
“Hoje aceitarei pessoas, situações circunstâncias e fatos como eles se manifestarem” .
E também:
“Minha aceitação será total e completa. Verei as coisas como são no momento em que ocorrerem e não como eu gostaria que fossem”.
Assuma a responsabilidade por determinado problema, sem culpar algo ou alguém, procure se conscientizar das oportunidades para transformá-lo em benefício.
Baixe a guarda. procure flexibilizar seus pontos de vista, permanecendo aberto aos dos outros, mas sem prender a nenhum.
Para Chopra, transpor tal conceito para um cotidiano repleto de embates parece uma tarefa complicada.
Mas, tendo como referência nosso interior e nosso espírito, a adoção de três posturas-chave pode canalizar a energia e auxiliar a travessia por qualquer dificuldade.

5ª Lei da Intenção e do Desejo
Quando queremos alguma coisa, não é preciso despender uma força enorme para chegar lá. Ao semearmos com atenção o desejo no Universo, ele se concretiza mas no tempo certo.
Aplique a intenção e o desejo em sua vida com os seguintes passos:
Faça uma lista de seus desejos e carregue-a por onde for. Leia-a antes de meditar e dormir, além de quando acordar.
Solte os desejos no ventre da criação e confie verdadeiramente na idéia de que serão concretizados.
Conscientize- se do momento presente em toda as suas ações e não permita que eventuais obstáculos consumam essa atenção.
Com o exercício de aceitar o presente como ele é, o futuro se manifestará como você espera.
Para Chopra, tudo tem razão de ser. Desse modo, somos capazes até de transformar em oportunidade os eventuais e verdadeiros obstáculos (não imaginários, que costumam ser a maioria).
“Então sereno e inabalável, você segue comprometido com seus sonhos”. Sempre confiante de que quando tiver que ser será.

6ª Lei do Distanciamento
Longe de velhos condicionamentos, vale a pena abrir a alma para a sabedoria do desconhecido e da incerteza. Essa é a formula mágica para acessar a mente criativa do Universo.
Aplique o distanciamento em sua vida com os seguintes passos:
Dê-se a liberdade de ser o que é. Evite impor-se e forçar soluções para problemas – o que pode criar novos.
Exercite o distanciamento. Transforme a incerteza em ingrediente da existência. As soluções tenderão a surgir de maneira espontânea.
Parece paradoxal, mas, quanto mais incerto for o caminho, mais seguro você deverá se sentir. Lembre-se de que essa é a trilha da liberdade.
Perceba a infinidade de escolhas da vida que a transforma numa aventura divertida, mágica e misteriosa.
Segundo Chopra, para conseguir qualquer coisa na natureza, é preciso desistir do apego.
“Não descartar o desejo, mas apenas desistir do apego ao resultado”.
No dia-a-dia, esse “apenas” pode dar trabalho porque, vira e mexe, nos flagramos querendo mostrar nosso poder ou buscar a aprovação dos outros. Pois saiba que se distanciar é uma atitude muito poderosa.
Mesclar este ensinamento com o anterior (a lei da intenção e do desejo) forma o caminho para obter tudo que se deseja.

7ª Lei do Darma ou do Propósito de Vida
Todo mundo tem um talento. E, quando esse dom beneficia os outros, chega-se à exultação do espírito – que é o objetivo supremo na vida. Aplique o darma em sua vida com os seguintes passos:
Nutra a divindade que existe em você, prestando atenção ao que anima seu corpo e sua mente.
Faça uma lista de seus talentos únicos. Depois, produza outra relação das coisas que adora fazer quando expressa esses talentos. Diga então:
“Eu os expresso e os ponho a serviço da humanidade, perco a noção do tempo e crio abundância em minha vida e na dos outros”.
Pergunte-se diariamente:
“Como posso servir?” e “como posso ajudar?”.
As respostas permitirão ajudar seus semelhantes com amor.
Para Chopra, assumimos uma forma física para cumprir um intento particular nesta existência.
Isso quer dizer que cada um de nós apresenta um talento e uma maneira singular de expressá-lo – algo que a gente pode fazer melhor que todo mundo. Dessa forma, trabalharemos com amor, sem perceber o passar das horas.
“É como tecer roupas com fios que vêm do coração”, ensina o poeta Kalil Gilbran.
Já parou um pouquinho para pensar nisso?
Afinal, sempre existe tempo para revolucionar a vida.

Fonte : Por Juciara Cabral e Leandro Gomes site : http://secretmar.wordpress.com

2 de jul. de 2011

A importância das afirmações positivas




Nós somos o que nós pensamos, e um pensamento positivo cria um egrégora positiva, que  ajudam no dia a dia, no aperfeiçoamento pessoal, social e profissional. Gradativamente nosso destino é mudado para melhor pela transformação pessoal, e o que falamos ou desejamos como mérito e direito passa a acontecer, e assim , nossos objetivos são sempre conseguidos. Saúde, emprego, felicidade, equilíbrio, paz, sucesso, amor, entre outros, são objetivos perfeitamente atingíveis, se criarmos um egrégora forte e se nossa mente realmente conduzir o processo com todo o seu potencial.


 Exercício: Toda a manhã ou sempre que julgar necessário, cerre os punhos com força e encolha os dedos dos pés, concentre-se ao máximo que puder,  e diga com todas as suas forças internas para você mesmo(a) olhando-se em um espelho ou olhando-se internamente:


           "SOU PERFEITO(A), ALEGRE E FORTE,

           TENHO AMOR E MUITA SORTE,

           SOU FELIZ, INTELIGENTE,

           VIVO POSITIVAMENTE!

           TENHO PAZ, SOU UM SUCESSO,

           TENHO TUDO O QUE EU PEÇO!

           ACREDITO FIRMEMENTE,

           NO PODER DA MINHA MENTE,

           PORQUE É DEUS NO SUBCONSCIENTE!"

                   Lauro Trevisan

Fonte : www.adhemarramos.com.br

23 de jun. de 2011

Monja Coen : Ser Zen






Ser zen não é ficar numa boa o tempo todo, de papo para o ar, achando tudo lindo sem fazer nada. 


Ser zen é ser ativo. É estar forte e decidido. E caminhar com leveza, mas com certeza. É auxiliar a quem precisa, no que precisa e não no que se idealiza.


Ser zen é ser simples. Da simplicidade dos santos e dos sábios. Que não precisam de nada. Nada mais que o necessário. Para o encontro, a comida, a cama, a diversão, o trabalho.


Ser zen é fluir com o fluir da vida. Sem drama, sem complicação. Na hora de comer come comendo, sem ver televisão, sem falar desnecessário. Sente o sabor do alimento, a textura, o condimento. Sente a ternura (ou não) da mão que plantou e colheu, da terra que recebeu e alimentou, do sol que deu energia, da água que molhou, de todos os elementos que tornam possível um pequeno prato de comida à nossa frente. Sente gratidão, não desperdiça.


Come com alegria. Para satisfazer a fome de todos os famintos. Bebe para satisfazer a sede de todos os sedentos. Agradecendo e se lembrando de onde vem e para onde vai.


A chuva, o sol, o vento.


O guarda, o policial, o bandido, o açougueiro, o juiz, a feiticeira, o padre, a arrumadeira, o bancário e o banqueiro, o servente e o garçom, a médica e o doutor, o enfermeiro e o doente, a doença e a saúde, a vida e a morte, a imensidão e o nada, o vazio e o cheio, o tudo e cada parte.


Ser zen é ser livre e saber os seus limites.


Ser zen é servir, é cuidar, é respeitar, compartilhar.


Ser zen é hospitalidade, é ternura, é acolhida.


Ser zen é o kyosaku, bastão de madeira sábia, que acorda sem ferir, que lembra deste momento, dos pés no chão como indígenas, sentindo a Terra-Mãe sustentando nossos sonhos, nossas fantasias, nossas dores, nossas alegrias.


Ser zen é morrer


Morrer para a dualidade, para o falso, a mentira, a iniqüidade.


Ser zen é renascer a cada instante. Na flor, na semente, na barata, no bicho do livro na estante.


Ser zen é jamais esquecer de um gesto, de um olhar, de um carinho trocado no presente-futuro­-passado.


Ser zen é não carregar rancores, ódios, cismas nem terrores.


Ser zen é trocar pneu, as mãos sujas de graxa.


Ser zen é ser pedreiro, fazendo e refazendo casas.


Ser zen é ser simplesmente quem somos e nada mais. É ser a respiração que respira em cada ação. É fazer meditação, sentar-se para uma parede, olhar para si mesmo. Encontrar suas várias faces, seus sorrisos, suas dores. É entregar-se ao desconhecido aspecto do vazio. Não ter medo do medo. Não se fazer ou, se o fizer, assim o perceber e voltar.


Ser zen é voltar para o não-saber, pois não sabemos quase nada. Não sabemos o começo, nem o meio, muito menos o fim. E tudo tem começo, meio e fim.


Ser zen é estar envolvido nos problemas da cidade, da rua, da comunidade. É oferecer soluções, ter criatividade, sorrir dos erros, se desculpar e sempre procurar melhorar.


Ser zen é estar presente. Aqui, neste mesmo lugar. Respirando simplesmente, observando os pensamentos, memórias, aborrecimentos, alegrias e esperanças.


Quando? Agora, neste instante. É estar bem aqui onde quando se fala já se foi. Tempo girando, correndo, passando, e nós passando com ele. Sem separação.


Ser zen é Ser Tempo.


Ser zen é Ser Existência.


Autor: Monja Coen
Fonte: Livro - Sempre Zen
Editora: Publifolha

16 de jun. de 2011

Sucesso








“Para o sucesso em qualquer aspecto da vida, conhecimento, habilidade e equilíbrio são essenciais. Se você combinar conhecimento com habilidade, terá equilíbrio. O equilíbrio é muito importante. Isso significa manter equilíbrio diante de elogio e de crítica. Para manter-se equilibrado, a habilidade é necessária. Se você perder o equilíbrio, o sofrimento se seguirá em breve. Quando você tem algum trabalho, deve colocar seu coração e alma nele, e fazê-lo com a máxima sinceridade e dedicação, até o limite de sua capacidade. Tomemos, por exemplo, uma pessoa que está encarregada de desenvolver o plantio de árvores e de um jardim. Se ele fizer o trabalho de todo coração sem ser afetado por elogio ou crítica, as plantas crescerão bem e o jardim será transformado num local de grande beleza. Quando o Guru chega para ver tal jardim e se sente feliz com a condição das plantas, a alegria do Guru torna-se a Graça que Ele concede a esse indivíduo, e a Graça irá conferir uma grande felicidade a tal indivíduo.”
Sathya Sai Baba

6 de mai. de 2011

O Vedanta em 100 palavras - por Swāmi Dayānanda - tradução Pedro Kupfer




A felicidade não é um objeto, nem o atributo de um objeto. Você pode ser feliz em qualquer lugar. Você pode ser infeliz em qualquer lugar. A felicidade, portanto, não depende de estar ou não estar num dado lugar. A mente não é felicidade. Não há um lugar chamado felicidade.


Porém, há algo que é felicidade sim: você mesmo. O Vedānta diz que você é felicidade. Você precisa aprender como conhecer essa felicidade. Precisa conhecer a si mesmo. O mundo das dualidades não perturba sua felicidade quando você conhece a si mesmo.



[Resposta dada por Swāmi Dayānanda a um estudante que pediu uma síntese do propósito do Vedānta, durante um intensivo de estudo em março de 2009.  Tradução de Pedro Kupfer.]

Texto extraído do site : www.yoga.pro.br   

6 de abr. de 2011

Mensagem - Madre Teresa




Muitas vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas.
Perdoe-as assim mesmo.

Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta, interesseiro.
Seja gentil, assim mesmo.

Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros.
Vença assim mesmo.

Se você é honesto e franco as pessoas podem enganá-lo.
Seja honesto assim mesmo.

O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de uma hora para outra.
Construa assim mesmo.

Se você tem Paz, é Feliz, as pessoas podem sentir inveja.
Seja Feliz assim mesmo.

Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.

Veja você que no final das contas, é entre você e Deus.
Nunca foi entre você e as outras pessoas.

Autor: Madre Teresa de Calcutá

15 de mar. de 2011

Graças a Mãe Terra




Graças mãe, porque nos tens dado a luz do dia que nos impulsiona no trabalho e enche de frutos as nossas mãos.

Graças pelas noites amenas com que proteges os nossos sonhos e embelezas os nossos amores.

Graças Terra, pelas flores que nos concedes para iluminar os nossos campos, alegrar as nossas vidas e sentir o amor que o Pai nos tem.

Graças pelas tuas montanhas, que ante a sua vista majestosa nos apercebemos da grandiosidade deste lugar onde moramos.

Graças pelo azul dos teus mares que inspira em nós a admiração por Deus e nos permite assomar a um mundo maravilhoso que, sem compreender, admiramos.

Graças Terra pelos teus regatos e pelos teus rios, porque levas nas tuas águas os lamentos e as alegrias das vidas em flor.

Graças pelas tuas chuvas, porque nos limpam o ar e a mente e nos permitem ver renascer as plantas como símbolo inegável de uma vida eterna.

Graças pelos teus aromas que nos motivam a viver num dinamismo constante, que fazem nascer nas nossas mentes a necessidade de vier em harmonia, e nos recordam a veneração que devemos ter por sermos a alegria dos nossos pais e dos nossos filhos.

Graças amada mãe Terra, porque nos acolhes desde há muitas gerações e porque recebeste no teu seio tantas dores e amores, que tu compreendes melhor do que nós próprios.

Graças por nos recordares que a nossa origem e destino estão no teu solo.

Graças pelos teus ensinamentos que nos fazem compreender a vertente temporal das nossas vidas carnais, e a eternidade do nosso espírito.

Graças por nos entenderes, graças por nos acolheres, graças por te renovares ano a ano nas tuas Primaveras, porque assim nos vemos a nós próprios renascer nos nossos filhos e depois nos nossos netos.

Graças por nos ensinares que a vida é continuidade de existência em novas formas.

Graças por nos explicares que a imortalidade reside em nos podermos perpetuar na nossa descendência.

Graças pela Lua que nos ilumina e que tu maravilhosamente conduzes pelos nossos céus.

Graças por esse Sol que é teu esposo, porque entre ambos nos ensinam a dualidade que existe em toda a criação.

Graças por nos alimentares.

Graças pela música dos teus ventos e pelo rumor das águas dos rios.

Graças pelo trinado dos pássaros e pelo vôo das borboletas.

Graças pelo sorriso das crianças e pelo carinho dos velhos.

Graças pelas tuas manhãs que anunciam novas alegrias e graças pelo entardecer que preludia o descanso.

Graças a Ti porque és para nós a mãe que nada pede e tudo dá.

Com todo o meu Amor como uma homenagem para Ti neste dia.

Graças Terra.
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